terça-feira, 19 de maio de 2009

lisboa

Diz quem te vê, por sobre ti voando
Que não há nem tem fim tua beleza
Chora as palavras, quem te cantando
Vê em teus becos e ruas sua tristeza

Esquecida ela, perdida ela
Assim vencida
A tristeza
Vivida pois ela e assim tida
Nunca assim ida
Tua beleza

Feita em becos e navalhas
Em ruas e noites canalhas
Nas noites sem fim de gente tua
E na loucura de quem te vê nua
Por ti voando
Em ti sonhando

O lugar de querer, amar e pois sonhar
Ser-se de alguém
Como ser teu , nesse lugar
Fizesse gente quem é ninguém
Esquecida a tristeza
Em tua beleza

Assim rezada e em fado cantada
E trazida na liberdade
De quem voou em tua alma
E se quedou teu em teu lugar
De becos, ruas e avenidas
Onde fazes tuas nossas vidas

5 comentários:

Teresa Queiroz disse...

até que enfim...que alguém mata a tristeza!! ;)

gostei

Vitor disse...

Ali, ao Bairro Alto, entre um copo de tinto, e um chouriço assado…que bem ficava este poema a puxar ao sentimento, cantado e gritado, na boca de um qualquer fadista…

Anônimo disse...

Desconhecia essa tua veia... Há fadista!!!
Agora o que eu gostava... era de te ouvir cantar a esquecida tristeza com alma de luz nua como quem voa em sonhos de pura beleza.

Bjs

Isis

forteifeio disse...

temos fadista.

Uma letra do chamado fado vadio

VDT disse...

Vadio, o Fado e o Autor! Well done... a acompanhar vejam umas fotos da Sofia P. Coelho...LisboaÉ só seguir o Link...
Sugiro também a leitura do último post do ArturAmigos