sexta-feira, 11 de junho de 2010

concepcion

E na noite e seus silêncios
Em seus espaços
Sem fim
Cumpram os deuses
Existindo eles
O divino desiderato
De lembrar aos homens
Ao Homem
A vida

Em meio a um dia mais, Juanito esperava-o calmo em seu fim, abraçando em antecipação a orgia de liberdade que se concedia aquando solto do mundo. Era segredo seu aquele paraíso inventado, nele fizera crescer as cores que ávido aprendera em tempos de menino. Por ora, absorvia o cheiro da terra e das flores, mirava em êxtase as faces de corpos embrenhados em correrias e em preocupação afogadas, perdidas. Juanito tinha o segredo de as viver, tinha a magia de nelas pegar e suas vidas tomar e tornar em contos de fantasia, nunca esquecera o calor meigo das mãos de Concepcion, sua ama, sua amiga, sua amante e fonte de vida, com ela aprendera os escritos das sebentas dos deuses dos pobres. E da menina liberdade, a Concepcion dedicava seus sorrisos de cúmplice homem livre, a ela clamava os acertos a desvios do divino ... A ela nunca esquecia de amar ..

- Concepcion ... que parte do caminho não entendemos?

2 comentários:

Anônimo disse...

..."mmmmm" que tempo bem empregue...keep!! L u ;-)

Vitor disse...

...E dificil é entender-te por vezes..."Concepcion"

...Mas fácilmente se entende no "outro lado"...tenta!!!

Abraço AMIGO