segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

a nuvem e o oceano ....


Manel olhava o ar, com aquela certeza de que era fresco, dele e para os seus dias, corriam estes com a calma boa dos sitios e lugares onde bordava seus tecidos de coisas de vida, apanhava as gotas da chuva como as tempestades de calor,onde não temia fechar os olhos de noite e deixá-los vaguear por oceanos inesperados, que o levassem a terras desconhecidas, lhe trouxessem pessoas chovidas da sorte, de pequenos lugares que não conhecia, pequenas cidades perdidas lá longe que fossem. A nuvem, aquela mesma que agora o cobria, puxava-o com a força dos sonhos sem medo, assim foi e se deixou ir, não sem a promessa que saberia esconder a paixão da viagem, sentir o beijo e aperto de coração daquela vida mistério que aprendera em criança, que lhe pegava no maior bocado de si e lhe ensinava a cor das lágrimas do querer, o tamanho nunca visto de amores desenhados nos sonos sem fim. Acreditava, assim queria acreditar, que longe, lá longe em sitio certo e nenhum, a noite agarrava e passeava de mão dada com a nuvem irmã e sua sorte, assim atravessada em mar gigante feito bocado ali à mão, corria a buscar em seu dicionário de coisas que se sentem, fugia para a magia aprendida na força e mistério das palavras em francês ... e dizia aos cavaleiros da noite que com ele ali voavam, sei o caminho de volta, cumpro minha promessa de em meu canto ficar. Manel sentia o ar pois, o fresco da manhã que o acordara e levara em passeio tão estranho quanto longinquo, como se apenas se tratasse de coisa de noite anterior, em que acordado a vira, as horas longas, tantas, quase oito juraria, dividira. Respirou e guardou aquela lufada de sorte impossível, guardou-se escondido em promessas ao lugar seu!

photo by redjan

5 comentários:

XR disse...

Cavaleiros da noite em nuvens de sonho ... não é isso que nós, que escrevemos o que nos vai na alma, somos afinal?
Despimos a alma, largamos o corpo adormecido e ascendemos às nuvens para sentir a humidade de milhentas pequeníssimas gotas lavar-nos o espírito, levar-nos para longe de encontro das irrealidades sonhadas, quantas vezes misturadas com fragmentos de vida já saboreados que nos deixaram doces memórias ou amargos de boca.
Acordamos nas manhãs a maior parte das vezes sem rasto das viagens sonhadas, quem sabe onde o espírito andou? de novo preso ao invólucro de carne com que caminha nos dias nem sempre iguais.

Noite após noite os cavaleiros retomam a sua jornada de sonhos, quem sabe onde irão hoje? Vai, John, e conta-nos as imagens que trazes dessas outras paragens sonhadas ... retratos de outras vidas que tens partilhado connosco neste cantinho de ideias & bocados feito.

XR disse...

(btw ... adoro a foto que colocaste neste post!)

Anônimo disse...

tu nao es real,nao existes,a serio,adorei ver o teu blog.e a foto...e cereja emcima do bolo.os meus parabens.es o meior.bjs grandes.ALINA

redjan disse...

alina: ;-) e... benvinda aqui ao canto !!

jacker disse...

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