domingo, 21 de março de 2010

a máscara


Nadja. Parada Nadja, perdida no tempo desentendido, em língua estranha e cores sem alinho, que fazes pobre e perdida, por onde ficou teu olhar daqueles tempos, eras tu aquela menina, és tu esta mulher, quem te fez assim e te trouxe prometida em viagem ao céu dos homens sem deus?

Que fujam os homens
E escondam os peixes

Que morra cedo quem a deus teme, temei, que fique só quem o vazio ama, ficai, mas que não esqueçam as gentes a imperfeição dos olhares, não esqueçais pois ..

Que olhando-te assim
Entendo
Olhando-me assim
Acusas
Nadja de estar perdida
O mundo de estar esquecido
Em nudez iluminada
Em olhos de ninguém
Por onde foge o homem deus

Volta Nadja, são teus estes bocados, é tua terra esta, é gente apenas esquecida, de quem eras na partida.

E perdoa sem mágoa
O dia
Onde morremos
Em tua máscara

Imagem retirada de http://www.rabiscuss.blogspot.com/

2 comentários:

alfa disse...

Redjan,acabou de sair daqui de casa o Bi, a Maria J. entre outros amigos e no silêncio dei a volta aos blogs que sigo... Post novo, estiveste ausente, mas ultimamente é um todos os dias, boa. Viva a inspiração.
bjs

redjan disse...

Sabes como é .. por vezes andamos semanas sem nadica .. outras dá-nos e saiem umas atrás das outras.
E tu ... como anda o ' moi, les uns et les autres ' ... de volta à escrita... com vida ?