quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

guerra dos abandonados !



Ganância tanta e bruta
Urros de homem animal
Estertor de alma puta
Rasgado em luta calada
Rosto de gente desigual
Agonia de vida amarrada

Desistidos povos
Oprimidas ideias
Sonhados fins

Assim vos sinto seres
Brincados em rios de sangue
Amando coisa nenhuma
Negada a força do querer
Desistida a luz do tempo
Ofuscado o pensamento
Num lugar sem olhares
Algures na eterna escuridão
Dádiva de fracos deuses
Omissão de consciências
Sentença de morte em vão

4 comentários:

The Wolf disse...

deixai-os que enquanto estão amontoados...
perdidos...
sofridos...
sacrificados...
não chateiam ninguém...
pensam eles...

Ganância, a palavra que começa, e que tudo diz...

Alguns a têm, com custos, desumanos, esses...

Mónica disse...

A ganância é a alma gémea da hipocrisia...
É algo que cega e algo que descontrola. É o combustivel que alimenta a corrupção.
Sabes, não há nada que me enerve tanto como ver (e vejo muitas vezes) pessoas a confundir ganância com ambição.
A ganância não deixa sentir a fome de humanidade, quanto mais a de alimento...
Só no final conseguirão ver que afinal respiram o mesmo ar e são feitos da mesma matéria.

Belo poema, tão pequeno mas que diz tanto...
Um beijinho

ARTUR GUILHERME CARVALHO disse...

Muito bom. Evidente, mostrando o que é sem espinhas nem tentativas de compreender. Não se compreende o que não faz sentido.
ARTUR

Anônimo disse...

Será que é mesmo ganância? Pode não ter sido essa a intensão...