sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

ode à chuva !!



Fantasma dança
Caída dos céus
Bocados de vida
Ténue esperança
Vida de momentos meus
Por ti despida

E assim vivida
Apenas sentida
Com sede bebida
Coisa com norte
Pouca a sorte
Que pára na morte

Que não te vê, mãos não tem
Te recebe em corpo fugido
Te toca leve sem sentir
Num destino sem mais além
Em traços de labirinto perdido
Que de medos vive a fugir

Chove chuva, cai com força
Lava, limpa, mostra a magia
De pingos dispersos nas almas
Que antes quebre, ninguém o torça
Fugaz momento, longinquo dia
De lentas mortes e vidas calmas

Por isso te olho quieto
Te recebo e guardo aqui
Cai em mim, molha-me a vida
Faz-me velho e completo
Não esqueça o dia em que te vi
Molhando gente perdida

5 comentários:

Carlos Lopes disse...

A última estrofe é particularmente bonita...

ARTUR GUILHERME CARVALHO disse...

à molha nascemos e à molha morremos, atlantes perdidos de consciência, instintivamente parte de alguma coisa. A sua casa. Góstêi!!
ARTUR

Viajante pelos Sentidos disse...

Fantasma dança
Caída dos céus
Bocados de vida
Ténue esperança
Vida de momentos meus
Por ti despida

E assim nua fico
Sentindo no corpo a chuva caindo
Esperando que nele bebas cada gota
Com uma sede do tamanho do oceano...

redjan disse...

CL: dito por ti ... acredito !

Art: entendemo-nos !

Viajante: nice follow up ..
Need more coffee ?

Jasmim disse...

"Caí" aqui ao acaso ou talvez a chuva me tenha trazido... Mas gostei!

Li algumas postagens, e nesta deixo a minha "marca"...

Voltarei, até já...

(*)