domingo, 14 de outubro de 2007

atrás do horizonte ....

Levanto cedo e sigo o caminho, suam-me as mãos, fraquejam-me as pernas, grande é o dia, maior a esperança, infinita a vontade! Não passa daquele dia a procura, li em livros, descobri em representadas vidas, senti-lhe o cheiro, a textura, em apelos de noites sem dormir ! Percorro o caminho, o mesmo de sempre, com o andar lento da certeza, sinto a força de quem tem o segredo, imparável deus terreno, sigam-me gentes, tragam vontades também. Chove sem parar, empurra-me o espanto de quem nasce outra vez, tardia vida te descobri, dai-me o tempo de lhe chegar, use o tempo para entendida a viver!
Deparo com moribunda anciã, não reconheço sinal divino, fraqueja-lhe o sopro, esvai-se-lhe a vida, não morras mensageira ... cuido que sem ti não vivo...

- Por onde se descobre a força de se amar?
- Tanto andaste até aqui ... e no entanto sempre à tua frente a tiveste ! Nunca esqueças quando o mar olhaste e guardaste, quando a vida te chamou ... bem atrás do horizonte !!

2 comentários:

Sofia disse...

Estranho, na minha cabeça, por trás do horizonte é sempre trás do sol... o sol é o horizonte! Tu vês chuva... e no entanto o teu horizonte é belo!!!

redjan disse...

sof:como o teu também ... I guess ! E o de todos que têm um ....