sexta-feira, 5 de outubro de 2007

esperança em ti

Do vento vazio
Da chuva fraca
Calor abafado
Fugir sem parar
Não morras sem viver
Antes amar e errar

Que não te esqueçam
A vida e os Deuses
Inventados por ti
Para ti
Grita para dentro
Aperta-te e sente

Mas vive meu filho
Não temas os nãos
E corre e abre os braços
Vai sempre , mas volta
Para ti, para o fundo de ti
Onde começámos os dois

8 comentários:

Cati disse...

Muito lindo (",)
O amor paternal também tem os seus mistérios.

Bom feriado, um beijinho.

cris disse...

"Cresci com alegria e alguma dor.
Acho que percebi a origem de ambas.
Talvez por isso continuo a crescer."

cris disse...

"Não creio que o acaso faça a vida.
Tudo o que fui capaz é o que tenho;o que não tenho não era para mim."

ARTUR GUILHERME CARVALHO disse...

São pedaços de nós que nunca nos largam; são complementos de vida que não fogem quando estamos sozinhos; são uma relação de vida inteira; são os nossos primeiros amigos e às vezes a única razão de continuarmos vivos... Dá-lhe
Artur

Duarte disse...

Balancei a peneira e encontrei 3 pepitas de vida:
Não morras sem viver
Não temas os nãos
Vai sempre , mas volta

redjanpais disse...

cati: tem sim !
cris: I know..
artur: na mouche
duarte: nada mau, nesse caso !

Sofia disse...

Há muito tempo que não me emocionava tanto com um poema como me emocionei com este! Toca a todos os que são filhos, em especial o(s) seu(s) devem estar particularmente orgulhosos do pai de têm!

redjanpais disse...

sof: eu diria que nada no mundo me faz mais eu que os meus filhos... escrever sobre o que sinto por eles ... sai simplesmente !